sábado, 5 de março de 2011

Nas nuvens



Ultimamente as coincidências são uma constante. Achei piada ao facto de hoje, no meio de um zapping televisivo, ver um filme de que me tinham falado recentemente. 
A minha capacidade de adivinhar o rumo de certas personagens não me desiludiu, claro que ela só poderia ser casada.

Fiquei a pensar que gostaria de recomeçar. De voltar aqueles pontos-chave da minha vida e ter feito as coisas de outra maneira, ter tomado outras decisões, aproveitado mais e não me ter preocupado tanto com assuntos que hoje considero superficiais. 
No meio dos despedimentos colectivos, recordei-me que nunca soube o que queria fazer na vida. O meu trabalho é um meio de subsistência.
 
Desconfio que tenho algum conforto profissional porque lido com os problemas dos outros e não tenho de encarar os meus. Mas será que são problemas ou apenas questões existenciais, trivialidades? 
O filme acabou por me fazer reavaliar a minha vida e a solução é escrever estas linhas, varrer as palavras para debaixo do tapete e ignorar o assunto. 
Alguém me disse recentemente que haveria de chegar o dia em que iria quebrar, e não duvido que isso aconteça, mas hoje não vai ser esse dia, tenho uma pilha de roupa para passar a ferro.




2 comentários:

Miguel Bordalo disse...

Este foi o post mais genial que li nos últimos tempos. E quem concluí assim um texto não pode quebrar coisa nenhuma.

Estás óptima! A gargalhada que eu lancei!

Maria disse...

Miguel,

a realidade tem uma maneira muito peculiar de nos fazer acordar para a vida.
Para a próxima convido-te para passar a ferro comigo e rimos os dois hehe
Obrigada pelas palavras.

Beijocas