terça-feira, 8 de março de 2011

Preliminares de uma noite de Terça-feira




Escrevo estas palavras com lágrimas nos olhos, acima de tudo pela beleza que este filme conseguiu transmitir.
Realizado de forma brilhante pelo Tom Ford, só lhe conhecia os dotes de designer, e com uma interpretação genial do Colin Firth.

Poderia escrever que é lamentável acharem que certos direitos são alienáveis, quando é óbvio que são integrantes à nossa condição de ser Humano. Não há nada mais verdadeiro que o Amor entre duas Pessoas, não interessa o sexo dos intervenientes. Quem sou eu para afirmar que é errado, certo ou mesmo conveniente. Por falar nisso, quem é o Governo, a legislação e até um Presidente da República?

A liberdade de um indivíduo acaba quando começa a de outro, e desde que essa barreira não seja transposta, qual é o mal?
Como afirma a personagem principal, medo!! O que muitas vezes gere a nossa sociedade, e todos os seus preconceitos, é o medo! Só não percebo o porquê deste receio! Era bom que o Amor fosse contagiante e é uma pena eu ser também, em certos aspectos, uma Pessoa medrosa.

2 comentários:

strange quark disse...

De entre o que vi no ano passado, foi para mim o melhor filme do ano. A capacidade que o realizador teve em transpôr para as imagens e a música os diferentes estados de espírito do personagem principal é magistral. A interpretação é de facto fenomenal. Diria que o Óscar deste ano compensa o que ficou esquecido do ano transacto.

Maria disse...

Se houve uma coisa que se destacou, para mim, neste filme, foi a uso de cores que para retratar o estado de espírito. A personagem do Colin sempre com tons escuros e quando focava outra, mais despreocupada ou alegre, as cores eram brilhantes. O som do passar dos minutos no relógio tic toc tic toc, como a marcar o fim do tempo. Sei que já usei este adjectivo muito ontem, e hoje, mas é LINDO.
Espero que o Tom Ford faça mais filmes, estou mesmo curiosa para ver se consegue repetir também gostaria de ler o livro.