sábado, 12 de março de 2011

Segundo as minhas contas faço parte da chamada Geração quinhentista, escapei, por uns anos, da designação rasca.

Acho incrível que muitos partidos políticos e algumas organizações agora se venham juntar à manifestação que vai ocorrer hoje. É uma mentalidade que se verifica em Portugal, o deixa ver se a coisa pega e depois se tiver sucesso vamos nos associar à causa.

Não tenho dúvidas que o início fosse puro, com isto quero dizer genuíno, sincero, inocente, mas com o escalar do movimento, e as várias associações a esta manifestação, perdeu-se, mais uma vez em Portugal, o objectivo principal desta demonstração.

Perdeu-se o "Todo" em benefício do "Eu".

No meu ideal de manifestação não haveria cartazes, gritos de revolta, cus arregaçados na cara de um qualquer ministro, porque acredito que a força reside em números (strength lies in numbers) . Sugeria que todos se sentassem no meio da rua em silêncio e pensassem no que poderiam fazer para mudar o rumo deste País, porque Portugal resume-se aos seus cidadãos, e eu não sou isenta de culpa.







E se houver 
uma praça de gente madura 
ninguém vem levantá-lo do chão 
ninguém vem levantá-lo do chão 

Vejam bem 
que não há só gaivotas em terra 
quando um homem 
quando um homem se põe a pensar 

1 comentário:

lisacarolfremont disse...

nem a propósito... acabei de ler esta entrevista, confesso que nunca fui mt a bola com o senhor, mas devo concordar que há aqui muita verdade...!

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=13894